Por Célio Gomes

Hoje, mais experiente, considero, (podem acreditar) os "desafetos carunchos", que já me prejudicaram, (e prejudicam) como uma espécie de "brinquedos quebrados"... Curiosos?!

Eu conto: "Quando trabalhava na Construção Civil, observei que nas residências chiques que trabalhava, num dia as crianças estavam brincando com determinados brinquedos, logo os mesmos estavam quebrados, descartados, atirados ao lixo. E elas, ao regalo da vida com os novos...

Certa vez, flagrei algumas crianças pobres pegando aqueles brinquedos, e em seguida, fazendo algumas "ponderações" para os consertar. Não resisti, juntei-me aos pequetitos para ajudar...

Me lembrei que, na minha infância, os brinquedos que tinha eram "fabricados por mim", exemplo: carrinhos de rolimã, de lobeiras e de carretéis; papéis usados de embrulhar pães e de jornais, que serviam para fazer pipas, chapéus e barquinhos...

A saudosa e maravilhosa Irmã Alvina me deu meu primeiro brinquedo de loja, um caminhãozinho de madeira, recheado de balas! Ah, meu coraçãozinho quase parou. De entusiasmo e alegria, que não cabiam dentro do peito...

Tudo bem. Mas, voltando aos "brinquedos estragados", pelo menos muitos destes podiam ser consertados. Mas, e a alma dessas pessoas más, perseguidoras implacáveis, como proceder com isto?!

Até hoje, quando posso consertar alguma coisa, "até mesmo alguma atitude minha, impensada, eu o faço"! Com prazer e a convicção, de que só o bem constrói e salva...

Se pudesse, ajudava a consertar essas almas infelizes, antes de se perderem para sempre. Mas como?! Eis a questão.

Sem Deus no coração, equidistante da honestidade, do senso de justiça, respeito e amor ao próximo, "não existe o caminho da luz"...

IMAGEM ILUSTRATIVA

Célio Gomes, Administrador - Filho de Coromandel/MG, "Terra dos Artistas e dos Diamantes" - Brasil

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